"O mundo precisa de histórias felizes."

"À medida que envelheço, presto menos atenção ao que as pessoas dizem; simplesmente observo o que fazem."

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 Ontem, dia 23, foi mais um aniversário. Mais um ano, um giro em torno do sol. São 43 giros até agora. Não parece muito e não é, afinal. Mas o tempo é um conceito que esconde uma “pegadinha”. Ele se apresenta largo, generoso, benevolente, como um grande senhor barbudo com um longo manto azul escuro e com seus braços abertos, como que acolhendo todos e consentindo tudo.

Porém, à medida que avançamos na sua direção, ele vai parecendo menor e menor e, assim, vamos perdendo, pouco a pouco, a distância psicológica que nos encontrávamos do futuro, fazendo com que aquele monte de segundos quase infinitos nos escapem das mãos como fumaça ou água. Impossível de conter. E esse senhor que tudo nos prometeu agora nos encara, sério, como que nos cobrando: “O que fizeste do presente que te dei?”.

E nós permanecemos imóveis e aturdidos, sem saber o que responder. Vem o sentimento de frustração, a angústia da escassez.

Porém, o tempo é severo e não perdoa, justamente porque não esconde de ninguém o fato de que é de caráter duplo, ambíguo: de um lado, passageiro e efêmero; do outro, eterno e imutável. Como resolver a equação?

Inconsequentemente, diria: simples, mas veja bem… Simples, mas quem disse fácil? É frequentemente justamente na simplicidade final que encontramos nossos maiores desafios. Em humanos, adora complicação.

Resolver a equação do tempo é simples porque o elemento x da questão é apenas um: presença. O que o tempo demanda de nós nunca nos cobra é a tal da presença. Uma coisa tão simples, mas imensamente complexa, ao mesmo tempo.

A equação é essa: o tempo passa cada dia mais depressa, a velocidade só aumenta e a única maneira de fazê-lo “frear” é estando 100% presente, corpo, mente e espírito, em cada momento. Um momento vivido com presença pode durar mais que uma vida humana inteira e eis o conceito desafiador para nós, seres humanos: consciência do momento presente. Especial simplesmente por ser único em todas as suas nuances e extremamente valioso, não importa qual seja a emoção que transite. Estar disposto e aberto ao momento o eterniza, o estica, o faz parecer muito maior do que é.

Complicado? Eu respondo que não, mas extremamente desafiador para nós que vivemos reprimidos, encaixados, contrariados, ariscos e muitas vezes dormentes...

Mas, no alto dos meus 43 anos, 43 giros, 43 danças com o tempo, algo pude aprender de tudo isso. E posso até ousar dizer que vivi presente. Não todo o tempo, mas por algum tempo, tempo este que se eternizou.

Desde pequena, o conceito do tempo me instigava e me fazia pensar, sobretudo nas pessoas que eu amava. Que o tempo com elas, por mais longo que fosse, seria sempre minúsculo e que um dia eu desejaria que ele fosse melhor aproveitado.

Eu tentei. Tentei enganar o tempo, fazendo ele passar mais devagar. Tive sucesso por vezes… Mas não sempre. De tudo o que vivi, uma coisa simples descobri: o tempo, quando passado com aqueles que amamos profundamente, vale como ouro e passa mais leve que o algodão. Ele é sempre curto, por maior que seja, e sempre nos faz implorar por mais.

Porém, não se engane: o tempo é precioso sempre. Em cada fração de segundo ele vale muito, porque amar é sempre estar em cia da pessoa amada, pois essa nunca nos deixa e cada segundo vale a pena somente pela lembrança de si mesmo.

Na reta final destas linhas, eu posso concluir que vivi presente intensamente e do melhor modo possível, sempre que pude, sempre que o senhor tempo me encarava de braços abertos.

Por isso e por tudo que ainda virá, sou grata e tudo o que desejo se resume em... PRESENÇA.



quinta-feira, 29 de maio de 2025

 Pôr a mesa

Preparar a janta sem fome. Todos os dias ela o faz. Todos os dias, o mesmo projeto. Ela planeja, vai ao mercado, escolhe, separa, consulta, vê o preço, traz para casa. Ela separa, descasca, pica, fatia. Ela lava, ela frita, cozinha, assa, bate, mistura, tempera, coloca no prato de servir. Todos os dias ela o faz, mesmo sem ter fome, prepara a janta. Ela prepara o alimento na mesma hora, todos os dias, e ela serve a janta na mesma hora, todos os dias. Ela nunca pergunta se, naquela hora, ela estará com fome. E, na maioria das vezes, não está. Mas sabe que a fome virá e por isso se organiza. 

Ela prepara muitos tipos de pratos diferentes, mas nem todos agradam a ela. Alimentos que ela não gosta, muitas vezes. E por isso se organiza. Por isso ela prepara, todos os dias, mesmo sem fome, o alimento, a janta. Não só para ela, mas para todos que estão com ela. Coisas diferentes. Ela sabe. Ela pensa nisso. Ela sempre planeja isso. Organiza. 

Põe a mesa: a toalha, os pratos, talheres, copos, guardanapos. Ela sempre pensa em tudo, mesmo sem sentir fome.

Ela sabe que mais cedo ou mais tarde, a fome virá — ela pensa. Então, mesmo que ela ainda não sinta fome, ela prepara tudo. Prepara tudo certo. Certa de que, mais cedo ou mais tarde, a fome virá. E, se não vier para ela, virá para eles, virá para alguém.

Então ela tem um hábito. Ela tem uma rotina extremamente igual. Todos os dias, ela prepara mesmo sem fome a janta. E, nesse preparar a janta, todos os dias, naquele mesmo ritual, ela coloca toda a sua esperança, tempera com fé. Ela deposita toda a confiança que ela tem na vida, nos outros e nela mesma. E o simples ato de, todos os dias, repetir a mesma ação, pensar num prato, preparar, muitas vezes sem fome — resilientemente todos os dias ela o faz. O faz por amor, por ternura, o faz por rotina, o faz por que tem de fazer, mas muito mais que isso o faz mesmo sem fome não somente para ela mas para todos que ali estão - e todos se beneficiam.

Ela prepara tudo, pensa, idealiza, sai às compras, escolhe, trás para casa, descasca, fatia corta, moe, pica, frita, cozinha, assa, tempera, mistura, bota mesa com guardanapo todos os dias e ao final ela senta à mesa.

Ela sabe que a fome virá, mais cedo ou mais tarde.

Então, depois que está tudo preparado, ela se senta.
E, no ato de sentar mesmo, a fome, pouco a pouco, aparece.
Então ela agradece, todos os dias, pela rotina que a levou até aquele momento: cozinhar sem fome, cheia de confiança na vida.




segunda-feira, 19 de maio de 2025

 Se eu pudesse viver dentro de um som, qual seria?

Me perguntaram isso uma vez — se eu pudesse habitar um som, viver dentro dele como se fosse lar. E a única resposta que me vem à mente é um breve trecho da ária de Violetta Valéry, na ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi: aquele instante em que ela diz “Amami, Alfredo”.

Essas palavras, tão simples, abrigam um universo. Nelas há mais do que notas e silêncios: há segredos não ditos, sentimentos sufocados, um amor que explode na alma mesmo quando precisa ser silenciado. Porque o amor verdadeiro pede, às vezes, a renúncia. E toda essa renúncia está ali — contida em cada inflexão melódica, em cada pausa, em cada suspiro da melodia.

É um momento de fragilidade e força, ao mesmo tempo. A maneira como Verdi traduziu, em som, a alma de uma mulher que ama com todas as suas forças e, por isso mesmo, escolhe partir — é de uma sensibilidade avassaladora. Violetta carrega culpas que não sabe nomear, uma solidão que se disfarça em alegria, uma tristeza que dança nas festas que ela mesma provoca. Sua alegria é muitas vezes fuga. Mas, naquele momento de renúncia, tudo se revela. E Verdi transforma esse gesto em música — uma música que toca o coração de quem já amou o suficiente para abrir mão.

Talvez, se eu pudesse mesmo viver dentro de um som, escolheria esse. Mas é um som denso, intenso, de uma beleza que corta. Talvez fosse difícil viver para sempre dentro de uma emoção assim. Ainda assim, é nela que me reconheço.

Viver dentro de um som... ou viver como mulher?

Como traduzir, em som, toda a complexidade de um ser humano nascido no gênero feminino? A mulher é, por essência, um mistério — não por ser incompreensível, mas por conter camadas, sombras e luzes, silêncios e gritos. Perscrutar o coração de uma mulher é tarefa profunda — e, para muitos, assustadora.

Estudar Violetta Valéry é estudar a alma feminina em toda a sua complexidade, para além dos estereótipos. Ela é apresentada como cortesã, mas logo percebemos que ali vive muito mais: uma mulher de profunda capacidade de amor, de entrega, de compaixão. Cada nuance dela ressoa em nós, mulheres. Vemos nossos desejos e nossas dores refletidos em sua trajetória.

Violetta não é a Virgem Maria. Ela é humana. E, talvez por isso, tão próxima. Em muitos aspectos, ela ecoa a figura de Maria Madalena — não a caricatura, mas a mulher forte, que ama com coragem e entrega com inteireza. Falar de Violetta é falar de todas nós, que oscilamos entre a alegria e a renúncia, entre o sonho e a realidade, entre o desejo de viver e o medo de amar demais.



domingo, 18 de maio de 2025

 

A Jornada do Espírito Laura


Certo dia, um princípio inteligente se encontrava na erraticidade, pairando de lá para cá, sem destino certo, quando subitamente se viu envolvido por uma sensação de paz e tranquilidade. Percebeu, então, a presença de uma entidade simpática que o convidava a acompanhá-la e, não resistindo, em seguida encontrava-se em um grande laboratório, no qual foi recebido carinhosamente pelos demais que ali estavam.

Terminadas as apresentações oportunas, explicou-se que, em razão das leis imutáveis do universo, se aproximava o momento necessário de uma nova experiência no corpo de carne, onde teria a oportunidade de refazer o caminho, renovando atitudes e redirecionando seus passos para a plenitude e felicidade tão almejada.

Um grande sentimento de esperança inundou seu peito, juntamente de um temor inexplicável. Porém, foi então explicado a ele que receberia, nesta encarnação, um corpo humano feminino, belo e bem constituído, dotado de considerável inteligência e com habilidades especiais para a música. Tendo também recebido um potente aparelho fonético, com ênfase na laringe e no chacra correspondente, que se destacava em relação aos demais, possuía grande potencial para o canto.

O espírito, ao saber disso, sentiu-se tomado de forte emoção, como que bem-aventurado e animado para as novas experiências. À medida que transcorreram os dias naquele ambiente — que à assembleia assemelhava-se a um hospital-hotel-laboratório —, novos detalhes e informações lhe eram acrescidos. Por exemplo, soube que teria pais dedicados e afetuosos, que lhe dariam boas condições de crescimento e boa educação.

Pouco a pouco, à medida que recebia mais detalhes, sentia-se mais fortalecido e preparado para a nova vida na Terra, e uma profunda esperança de ventura o envolvia.

Certo dia, aproximando-se o momento da transição para a carne, foi chamado a uma grande sala importante, onde se encontrava o espírito Benevolência, sábio diretor daquele instituto. Em conversa amigável, explicou ao espírito que era chegado o momento de, naquela nova vida, resgatar sérias ações cruéis que cometera em passado longínquo. E assim, mostrando as cenas da vilania pretérita, explicou-lhe que tais ações haviam gerado desequilíbrio em seu corpo energético, o que afetaria severamente seus órgãos internos — mais especificamente, o fígado.

Assim, seria acometido de uma grave doença, sem explicação para os médicos, que o levaria ao desencarne antes dos 30 anos de vida. Ao se inteirar de tal notícia, uma sensação ambígua se apossou dele: um temor que crescia em seu coração e, ao mesmo tempo, um alívio, em face ao resgate de ações que lhe pesavam como grilhões de angústia no peito.

Dias se passaram, até que chegou a hora do processo de miniaturização natural a todos os espíritos em vias de reencarnar. Neste momento, nosso espírito protagonista se via em um grande teatro luminoso, aguardando seu momento, solitário. Uma sensação de temor, pouca a pouco, o invadia, tornando-se fortíssima e causando certo desespero.

Pensava agora na provação da doença e da morte, da eternidade, e temia revoltar-se contra a vida e contra Deus. Temia esquecer-se das dádivas recebidas e falhar em seu processo restaurativo, caindo na amargura e na revolta, perdendo assim sua valiosa chance de redenção.

Neste momento, uma energia serena e amorosa o cercou, tocando-lhe o ombro com carinho e ternura. Reconheceu naquele ser a figura de uma querida amiga dedicada, que já havia sido sua avó, sua mãe e sua mestre em vidas pretéritas.

Forte emoção de ternura o envolveu, e o espírito amigo lhe disse calmamente:



— Querido amigo, a bondade de Deus é incomensurável, e é a nós que cabe somente reverenciá-la em todos os momentos da nossa existência. Terás, sim, de resgatar ações terríveis com a doença, mas Deus te propõe o seguinte: vá confiante e dedique-se, de corpo e alma, à sua música, aperfeiçoando o seu instrumento e sua voz, e fazendo dela instrumento de amor e luz a todos quantos a ouvirem. Faz o teu melhor, e te será concedida, todos os dias, a energia vital necessária para que vivas largamente na Terra, tendo uma existência abundante e jubilosa. E assim, receberás o triplo de vida.

Não resistindo às fortes emoções que o alcançavam, deixou-se chorar copiosamente nos braços daquela alma carinhosa, que mais lhe parecia o amor de Deus personificado. De repente, se viu rodeado de amigos que o circundavam em gesto de carinho, ampliando exponencialmente a sensação de reconhecimento e gratidão à vida e a Deus. Sentindo um torpor pesadíssimo de sono, entregou-se a ele, deixando-se cair nos braços dos amigos, balbuciando com dificuldade as palavras:

— Farei o meu melhor...

E dormiu profundamente.

Meses depois, desperta, na sala de parto de um grande hospital, o corpinho de uma menina que se chamaria Laura. Cresceria dedicando-se à sua arte com serenidade e paixão, fazendo muitos sacrifícios e renúncias, mas mantendo-se fiel ao seu propósito de música.

Receberia oportunidades de estudo no exterior e, mesmo com muitas dificuldades, como todos, receberia prêmios e honrarias pelas suas habilidades locais, exercendo com amor e empenho sua atividade profissional, cantando, ensinando a muitos e tocando corações.

Laura, de fato, recebera as dádivas prometidas por Deus, vivendo plenamente até seus 64 anos de vida, quando veio a desencarnar, após o diagnóstico de um tumor maligno irrefreável, que a levou a óbito em 10 meses.

Laura, que retornava à espiritualidade, foi recebida com alegria e louvores, enquanto amigos na Terra lamentavam sua partida precoce. Entre os tecidos do amor da doença, ela se sentia jubilosa e feliz, tendo dado resgate amado, livre das amarras do passado, agradecida pelas dádivas concedidas.

Continuaria sua trajetória-missão no espaço, como espírito consciente e feliz — não mais errante, mas caminhante rumo às esferas de luz.

sábado, 10 de maio de 2025

 Uma memória de infância

Uma memória de infância que eu tinha — uma crença que eu carregava — era que todos os postes de luz da rua deviam ser acesos um por um. Então, quando eu passava pelas ruas, me preocupava verdadeiramente com a pessoa encarregada de acender esses postes.

Como seria esse trabalho? Será que ela teria medo de altura? A que horas começaria a acender o primeiro poste, para que, ao chegar no último, ainda fosse dia?

Como seria o processo de acender cada poste? Haveria um interruptor? Algum tipo de fio? Algum tipo de acesso? Ou não? Seria através de um comando? Ou até mesmo empurrando uma válvula?

Essa pessoa trabalharia sozinha? Ou teria muitos colegas? E para desligar as luzes do poste — seria o mesmo trabalho, só que ao contrário?

Quando eu era criança, imaginava que todos os postes se acendiam graças a uma pessoa que tinha esse trabalho importante e organizado. E eu me preocupava de verdade com a metodologia.

Depois, quando cresci e me contaram que existia um método de acendimento automático, fiquei muito espantada. Como assim, automaticamente todos os postes se acendem no momento exato?

Quando criança, eu gostava de imaginar o semblante, o perfil dessa pessoa. Pensava em como seria sua rotina, seu trabalho. E mesmo sabendo que era um trabalho extremamente difícil, complexo, havia nele um encanto.

Quando soube que os postes se acendiam sozinhos, senti uma certa desilusão. Uma saudade de uma pessoa que jamais existiu — pelo menos, não na minha época, na época da eletricidade. Ainda assim, eu pensava com tanto carinho nesse profissional, que no momento em que descobri que ele não existia mais, senti uma nostalgia.

A nostalgia da pessoa: o acendedor de postes, aquele que nunca existiu fora da minha imaginação de criança.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A calma é treinável

Queremos respostas instantaneas para problemas mais antigos do que imaginamos. Queremos a cura de males e achaques dos quais contraímos por anos em poucos dias. Queremos  mudar crenças e pensamentos com um estalar de dedos. Nessa nossa pressa coletiva, nos deixamos envolver pela NORMOSE, estado permanente de raiva velada e desconecção, e buscamos resolver tudo pra ontem, sem nos atermos às verdades primordiais da vida de que somos seres milenares vivendo experiências materiais em busca da evolução pela ética, pelo perdão e pelo amor. Nesse contexto, a Calma vem como primeiro requisito, o básico, para atingirmos todos os outros. Sem a calma, como ter saúde? como ter paz? como assimilar os aprendizados propostos pela vida? A calma é o alicerce e a primeira virtude que devemos nos ocupar para que alcancemos todos as outras. Treine a calma agora: respirando tranquilamente. Sem pressa. Sem agitação. Faça as coisas devagar. Desacelere. Você pode! Permita-se agora. Seu valor não pode ser medido pelo quantidade de tarefas cumpridas ao longo do dia. Você, pelo simples fato de existir, é já suficiente e fundamental para o mundo. Acredite em mim. A calma é treinável, agora treine. ;)



domingo, 12 de setembro de 2021


E quem disse que seria fácil?
Ser mulher, ser mãe, ser independente, ser humana.
Engordar e emagrecer;
Bonita ou medonha;
Boazinha ou azeda;
Paz e amor ou histérica;
Virgem Maria ou Madalena?
Não tá fácil me equilibrar em mim mesma, sabe? No que a sociedade espera de mim, no que os meus amigos esperavam...
Tomei decisões muito difíceis, mesmo. Tive que fazer papel de vilã e me impor diante de tantos paradigmas. Alguns me dizem: te admiro! Outros, com certeza, não querem me ver nem pintada.
Eu não me arrependo. Nem nos piores momentos, quando me sinto mal, só e carente. Não, não... 


Dizer sim pra minha saúde mental e pra minha autoestima foi renunciar a uma série de coisas importantes que, honestamente? Não posso dizer que não fazem falta. Claro que fazem, amigos, rotinas, lugares, etc. Mas...e eu?! Onde me encaixava dentro de mim mesma?  Não, não... Não posso mais voltar ao ponto onde eu estava, não mais. 


Muitas perdas necessárias para que eu pudesse continuar eu mesma.  Ter me separado, mesmo gostando, ter morado na mesma casa, mesmo separada, ter lutado por mim, sozinha (nesse plano, pelo menos), foi um aprendizado grande, duro, arduo, mas a sensação de conseguir...ah essa não tem preço, mão tem recriminação de "amigas" que me tirem essa conquista. 
Amadureci e envelheci.
Me curei e enlouqueci.

Eu vivo tentando me equilibrar, mas...e se a grande sacada da vida fosse mesmo um eterno tentar? 

Mas a verdade é que não é fácil mesmo, ser fiel à si mesma. É difícil sim, não vou mentir pra você.
Se compensa? ahh isso você vai ter que descobrir sozinha.
;)

terça-feira, 12 de junho de 2018

Insatisfação cronica



Hoje pensei muito sobre isso. Sobre como nossa vida atual se baseia num TER continuum que nos coisifica, isto é, nos despersonaliza de uma forma brutal. Também me passou pela cabela que quem vivencia a crise, aprende, se assim o quiser, a precisar de menos ou de nada para estar tranquilo. Embora ninguém mereça viver em privação do essencial ou da dignidade, o fato de você não ter dinheiro te mostra que é possível se divertir sem consumir.

Também pensei nos jovens que em tendo tudo o que um ser humano precisa provido pelos pais, mesmo assim, encontra razões para reclamar da sua vida, para se sentir desprovido de amor e perdido. É claro que podemos enumerar as linhas de pensamento em busca da teoria filosófica mais bem ajustada a tais questões, porém, se através desta reflexão nós pudéssemos compreender nossas próprias insatisfações e como nós buscamos preencher essas lacunas com consumo e distrações de toda a ordem, quem sabe poderíamos converter toda essa angústia em amor próprio e auto conhecimento. A palavra de ordem é metamorfosear.






“A ambição é mais descontente pelo que não tem, do que satisfeita pelo que tem”.


– Fénelon-


https://amenteemaravilhosa.com.br/insatisfacao-cronica-toxica-alma/

domingo, 11 de junho de 2017

Real direito da mulher





De todos os direitos fundamentais conferidos à mulher, nenhum deles é, hoje, de fato, mais pressuroso no que diz respeito à lei: o direito ao conhecimento da verdade. Sim, caros amigos, a verdade, na maioria das vezes, causa desconforto e até revolta. Porém, no auge dos anos 2017 plenos de todo tipo de acesso à informação, nada pode ser mais premente do que o conhecimento das coisas. E, a verdade que todas nós devemos encarar neste momento é a da relevância da vida em todos os sentidos, mas principalmente, hoje, a da vida uterina. É fato acordado por todos que a mulher tem direito de escolha, porém esta escolha concerne mais diretamente ao ato sexual preservado e consciente em si e não à escolha entre matar ou não um feto, uma vida. Visto que, a grande questão da vida e da morte é mais uma das milhares de coisas das quais o homem não teve, não tem e nunca terá controle. A vida, o momento que se inicia, bem como a morte, o momento que termina, são leis imutáveis regidas pelo criador do universo, Deus, Alá, ou seja, lá como você decidir chamá-lo. Todos nós sabemos que, tudo aquilo que não foi feito pelo homem, pela mais pura lógica, foi feito por uma inteligência superior. Ao homem, não foi dado o direito de criar e nem tolher a vida, certo?
Você agora deve estar se perguntando: mas quem garante que a vida começa no feto, na fecundação ou no nascimento? A resposta, caro amigo é simples, e você a deve procurar. Não é difícil encontrar vários trabalhos científicos, atualmente, provando que a vida inicia no momento da fecundação, ou seja, há vida desde o início e a esta vida não cabe a nenhum ser humano, avaliar o seu valor.
Mas o motivo deste texto não é convencer alguém da verdade. A verdade, deve ser procurada, descoberta, dentro do interesse de cada um.
O caráter deste texto é propor a reflexão do que é, realmente, o direito primário de toda mulher: o seu auto-conhecimento, sua educação em relação ao valor da vida, a consciência da responsabilidade dos seus atos sexuais, que devem ser preservados, caso a gravidez não seja uma opção. Enfim, a mulher tem direito à informação, ao conhecimento real das coisas e ao acesso a meios de se preservar e sobretudo, de ser amada.
Deem à mulher condições de se desenvolver intelectualmente, moralmente e psicologicamente e os casos de aborto diminuirão.
Por fim, um conselho, pense duas vezes antes de defender o aborto como direito da mulher, podes estar, sem saber, a prejudicando mais do que imaginas...


Aborto não!

domingo, 3 de agosto de 2014

Nenhum amor jamais morre...
se for amor verdadeiro não morre.
Ele é mutável sim, mas jamais 'apagável...'
tentar remover um amor de dentro de si é além de perda de tempo,
atestado de infantilidade...
O amor (se ele qual for e por quem for) não morre.
se transforma com o tempo em outro sentimento
Mas depois que viveu la dentro, tirá-lo é tarefa inútil.
Não remova emoções
Não apague pessoas
Não mate sentimentos
Tudo que é sentido tem um encaixe dentro da gente, tentar tirar uma peça, é correr
o risco de desmoronar toda pilha...
Por isso, guarde.
guarde lembranças
guarde sensações
guarde as pessoas
Se essas lembranças não são tão boas
não apague! apenas as guarde numa gaveta com chave
Pois talvez possa precisar delas...
Não esqueça que a vida é movimento!

A cada amanhecer 
eu olho para cada por do sol e penso:
como é linda a vida que possuo
são belos até os meus tormentos!

Se tenho problemas: resolvo
se tenho tarefas: as faço
se tenho horários: eu os cumpro
se nada tenho a fazer: relaxo...

Sem fazer alarde, eu aguardo
certa de que minha hora virá
procuro levar a vida 
do mesmo modo do amigo sabiá.

Tela da vida

Caminhando de volta pro hostel onde estava hospedada, não parava de pensar em quanto eu era afortunada por poder estar ali, estudando aquilo que eu mais gostava, conhecendo pessoas maravilhosas e lugares lindos. Havia a recém feito uma aula ótima de repertório que a professora, decidiu não me cobrar, pois já tínhamos acertado uma aula anterior e esta ficaria de "brinde". Estava eufórica por dentro, feliz por voltar caminhando naquele dia lindo de sol e pensando no que fazer com aquele dinheiro que sobrou, já que meus pesos estavam escassos e tinha tanta coisa a fazer! Mas de repente, neste caminho florido que eu saltitava, me deparei com uma tela. Um menino estava dormindo no chão, vestes sujas e rasgadas, aspecto humilde e descuidado, numa das mãos havia um pão e a boca e o rosto estavam todos sujos de farelo. Ao visualizar aquela imagem, me compadeci do menino, por estar alí sozinho, atirado e pensei onde poderiam estar seus pais e seus irmãos, pensei na miséria profunda em que podiam viver e me questionei o porquê estava sozinho. Com a mesma dor que sempre senti pelos miseráveis, olhei aquele menino, pedi em silêncio à Deus que o protege-se e continuei a caminhar. Mas enquanto minhas pernas avançavam, minha cabeça permanecia ali e de repente, uma dor apossou-se do meu coração, quando percebi que aquela criança estava tão cansada que adormeceu com o pão na boca e que por estar com tanta fome, buscou alimento até o esgotamento físico, e ali sozinha adormeceu segurando o pão nas mãos, vencida pelo cansaço. Meu coração contraiu-se de tal modo, que não pude conter as lágrimas, senti-me miserável e abandonada, como aquele menino, e ainda pior, senti-me impotente face a grande miséria do mundo. Neste momento, percebi que vivemos fechando nossos olhos aos que sofrem, ignorando-os. E quantos eu já havia ignorado? 
Voltei para onde aquele menino estava e tirei da carteira uma parte do dinheiro que me restava, depositando-o ao lado da sua cabeça, em baixo de uma sacola que carregava, cuidando para não o acordar. Era tudo que podia fazer por ele, apesar de pouco. O deixei ali e segui meu caminho pensativa e emocionada, refletindo na beleza da vida e dos gestos. Gestos que podemos fazer a cada segundo por cada um que necessite, pequenos, humildes, talvez ínfimos mas que podem mudar a tarde de alguém, o dia, a semana, o mês, quem sabe até toda uma vida...
Nunca saberei o que aconteceu àquele menino quando acordou, mas prefiro acreditar que pelo simples fato de alguém ter se importando, ele se sentiu melhor, nem que seja por um segundo. Um segundo pode mudar tudo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Almejei ser melhor, 
então sonhei.
Acreditei ser melhor,
então agi.
Tentei ser melhor,
então errei.
Perseverei em ser melhor,
então aprendi.
Desejando ser melhor:
cresci.
Vivendo o meu melhor:
evolui.

domingo, 22 de julho de 2012

Vivo as coisas intensamente. Essa sou eu. Tudo que vivo, seja bom ou seja mau, dura muito, por que sinto cada segundo, respiro a emoção de cada momento. Assim sou.
Como fugir do que sou?! Não dá. Simplesmente não dá. O maior erro que uma pessoa pode cometer é tentar ser outra. Eu acredito nisso.
Meus dias duram muito, minhas semanas, meses, anos, duram uma eternidade. É incrível, quando paro para pensar nisso. Em tudo que vivi só neste mês (que nem terminou ainda). Será essa, uma característica minha somente? ou mais comum do que penso?! Não sei. 
Mas sei que cada coisa que vivo, faz uma diferença grandiosa no meu ser. Aprendo com tudo. Mas, ironicamente, sempre me sinto mais despreparada.
É o que está dentro de mim, que é forte. Não o que vivo em si, eu sei disso. É meu modo de encarar os fatos e não os fatos propriamente ditos.
Estranho que isso me faça temer. Isso mesmo. temer. Cada vez mais o que está por vir. 
Será que continuarei forte?
E se eu descobrir no final que estava errada? Que tudo foi um grande equívoco? O que farei?
Certamente não adianta mais pensar nisso, pois...não se pode mudar o destino, creio eu.
Minha preocupação não é muda-lo e sim, conscientizar-me agora de que caminho eu escolhi. É difícil. bem mais do que parece...ou será que sou eu que tendo a dramatização?! Se alguém ler isto e souber a resposta, por favor, me diga!! Dificil alguém ler isto. Muito confuso...
Minha vida é comum, sempre foi. Mas meu ser não é. Demorei 29 anos pra entender isso. O que me fez assim?! Não sei.
O fato é que eu viverei provavelmente, muito mais de 100 anos, filosoficamente falando. Mas não sei se valerá tudo isso. Esse texto ficará inevitavelmente incompleto. 



sábado, 10 de março de 2012

Em mim

Nos lugares mais recônditos 
Existe a beleza mais pura
(reside)
Dentro da alma, 
Onde esta depositada toda
a essência do ser
Lá, e somente lá encontraremos
a verdade, a pureza e a realidade
que ansiamos conhecer.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Apresentação pessoal


    Meu nome é para quem ainda não sabe Gabriela Nunes. Tenho 28 anos, sou pisciana e espírita. Acredito que escrever um texto sobre apresentação pessoal é um desafio, mas um desafio bom. Saber escolher as palavras certas para apresentar este tão estimado personagem, saber selecionar cada característica para que, as pessoas que leiam este texto consigam captar a mensagem de maneira clara e justa, é tarefa difícil, uma arte, eu diria.  Tentarei então, concluir esta tarefa árdua e minuciosa de me descrever com algum êxito. Sem me fazer parecer boa demais ou muito menos dar a idéia de ser uma pessoa ruim, boba, fútil, vazia, convencida, prepotente, orgulhosa, mentirosa, fingida, cínica, bipolar, burra, e inúmeros outros defeitos que ninguém quer ter.
Sou de uma família humilde, fui criada pela minha querida avó, pessoa simples, sem letramento que conhecia a justiça e a bondade provenientes de seu próprio ser. Era uma filósofa. Ela me deu toda a educação que qualquer criança sortuda poderia ter, mas como toda boa criatura antiga, não fazia idéia de que a vida poderia ser mais do que casar e constituir família. Ela, no entanto, era uma pessoa a frente de seu tempo e sempre me dizia: “Estude, trabalhe e seja independente, minha filha!”. Assim o fiz. Completei o ensino médio, arrumei emprego. Um não, dois. Trabalhava 12 horas por dia e no resto do tempo dançava, no sentido literal da palavra. Considerava-me independente.  Assim, aos 19 anos, eu já tinha cumprido a meta da minha querida avozinha e, em seguida ela me deixou. Então tive de seguir o caminho, que julgava certo, com meus próprios pés.  A parti daí, começa uma nova história, a história de uma nova pessoa, que também sou eu. Esta Gabriela resolveu se casar e constituir família, sendo assim, engravidei e “dei a luz” ao meu filho Marcus Antônio. Minha terceira vida começava naquele dia. Depois do nascimento do meu filho, eu cresci, amadureci e mudei. Mudei tanto que jamais voltei a cruzar com a velha Gabriela. Iniciou-se em mim uma grande transformação ao qual, ainda vivo.  
E é a partir deste ponto que essa história tomará um compasso 6/8 e vocês acharão que eu corri para conseguir ficar entre as linhas solicitadas, mas o tempo é com certeza a ciência mais imprecisa e relativa e as fases da vida mudam tão de repente que qualquer um se lembrará de uma própria mudança de sua vida e me dará razão.
Tudo aconteceu “meio que junto” e não sei se tudo isso levou 8 ou 3 anos, mas o fato é que sendo uma outra pessoa, aprendi a deixar de ser. Deixei de ser a filha para ser a mãe, e assim, deixai de ser um pouco rebelde para ser muito responsável. Deixei de ser empregada e tornei-me empresária, deixando assim de permitir que coordenassem minha vida e passei a administrá-la. Deixei de sonhar e comecei a cantar e cantar e cada vez mais cantora sou. Deixando assim meu eu inseguro um pouco de lado e expondo-me. Deixei de ter medo e prestei vestibular. Deixando assim, de crer que graduação é para poucos. Deixei para trás tantos velhos conceitos que havia pegado emprestado para adquirir os meus próprios.
E assim, aprendi que na vida a única verdade é a evolução e não a morte como todos costumam dizer. A morte é conseqüência isso sim. Aprendi que a vida não é só um pegar coisas, adquirir, conquistar...mas também um deixar, abandonar, renovar.
E agora, eu aqui, escrevendo essas linhas, resumindo a minha história estou buscando me apresentar, mostrar quem eu sou através das minhas ações e não de meros adjetivos.
Adjetivos são precisos demais. Eu sou imprecisa. Adjetivos definem. Sou Indefinível.
Busquei através das minhas escolhas, tornar-me uma pessoa melhor e creio estar no caminho.
Crescer, evoluir, Ser. Essas três palavras resumem o que eu quero e conseqüentemente, quem sou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los."



(Dumbledore)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Minha Morada

Numa dessas viagens por dentro de mim, pude reconhecer-me em aspectos, nos quais jamais questionei. Foi num dia qualquer, tão sem importância que nem me lembro o que fazia, ou que horas eram, foi estranho também, quando me dei conta lá estava eu, num lugar distante e desconhecido, e, ao me aproximar e observar cautelosamente o ambiente, logo percebi algo estranho, olhei mais atentamente e o que eu vi foi confusão: caos. Mas todo caos tem sua organização e eu na hora senti isso, senti que ele estava lá por minha causa e estava me esperando: só eu resolveria e entenderia meu caos.
Mas não tive tempo de pensar nele, pois derrepente, no meio daquele caos, algo me chamou a atenção fortemente, senti -me confusa, angustiada, logo entendi: eu me ví. Ví a mim mesma no reflexo das águas de um agitado riacho e ao mesmo tempo, ví o mundo por um ângulo diferente, jamais visto...foi mágico e ao mesmo tempo assombroso, na hora eu soube que a partir  daquele momento, não poderia mais retroceder, não poderia mais não ver. Então decidi fazer que que a mim cabia, olhei profundamente dentro dos meus olhos, tentando ver algo e o que ví foi meu eu desejando coisas profundamente, sentindo muito medo também. o que ví foi tensão e resolução. Instantâneamente entendi. Me achei. Soube todas as perguntas. Resolvi todas as questões...
Mas a grandeza daquele momento foi breve, senti-me como um mergulhador que depois da exploração, lembra do pouco oxigênio e que precisa retornar, e quando pisquei, me perdi, perdi minhas respostas, perdi as equações já resolvidas. Voltei muito rápido, tonteei. Tive a impressão de ter vivido tudo isso em um passado muito longínquo, ficaram memórias fragmentadas de tudo. Tentei voltar rapidamente: não pude, o caminho, como um portal fechou-se e sumiu. Já não sabia mais como voltar. Na hora me critiquei por não ter me segurado em algo, me concentrado o máximo que pudesse para não ter saído assim tão rápido...assim, retomando minhas atividades costumeiras, pouco a pouco percebi. Percebi que aquele caminho não existia mais...simplesmente por que aquele lugar também não existia mais. Ao chegar lá, dentro de mim, eu descobri tantas coisas e conheci tantas outras que no momento que me descobri, me decifrei, eu me mudei. Mudei o local, mudei o caminho. 
Nada ficou intacto, tudo foi movido, alterado, refeito e reposto. Eu não consigo me lembrar com exatidão daquela pessoa no riacho, dos segredos dela e nem do que ela me falou...uma pena.
Eu nunca mais voltei lá, me pego as vezes procurando esse caminho...sem sucesso. Mas no fundo sei que, mais cedo ou mais tarde: voltarei para lá: definitivamente.

domingo, 27 de março de 2011

E assim talvez eu possa descobrir...

Não sei quem sou, mas sei quem não sou. Sei do que não gosto, conheço o que não me faz bem e não preciso me olhar todos os dias no espelho e estar sempre linda, bem vestida, maquiada, não quero parecer sempre bonita, tem dias que preciso ficar feia, desleixada...Faz parte da minha evolução, da aprendizagem de que nada e nem ninguém pode ser lindo e feliz o tempo todo, assim como um ano tem quatro estações, o homem também deve ter suas fases...

E eu quero passar por cada uma delas e vive-las intensamente, quero viver a velhice, que é o inverno da vida e que é tão rejeitada entre as pessoas pelo medo da feiúra e solidão. A velhice é um bom sinal: sinal de que tendo chego o fim de um ciclo e a proximidade de um recomeço, poderei eu refletir sobre todas as coisas que vivi, ter um longa meditação sobre os meus defeitos e minhas atitudes. Quando chegar nesse momento, quero aproveitar a possibilidade de me refazer, de me reconstruir, jogando fora aquilo que não me é mais útil, deixando as folhas secas para trás e preparando-me para a próxima primavera!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Reflexão do dia:

Equívoco pensar na felicidade como um bem individual que cada um busca para si. Felicidade é patrimônio da humanidade e somente juntos a alcançaremos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

perdas e ganhos

Eu tinha toda a felicidade, toda a sabedoria e o mundo era meu.
Quando nasci disseram-me que eu não o merecia
que nada poderia e que nada eu tinha...
Hoje descobri que eles estavam errados.
Afinal, é ainda melhor descobrir sozinha!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

- Versinho em construção- - -(para meus amigos de verdade)

Por mais que a vida dê voltas, que
nos leve a caminhos diferentes
a conhecer tanta nova gente,
sempre ficam aqueles que nos
conquistaram profundamente.


Muitas pessoas do nosso convívio
vem e se vão
poucas ficam realmente pelo que são
sem a necessidade de muita explicação
quão inexplicável é o coração!


_______***__________Gabi. 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Somos aptos à felicidade.
Temos em nós todos os pré-requistos básicos para tal.
Aliás, somos feitos para ser felizes...

Então por que não somos?
Por que usamos nossa inteligência e raciocínio contra nós?
Ser infeliz é uma agressão ao nosso corpo e espírito, nós causa muitas doenças.

Nossa vida é o bem mais precioso que possuímos, com ela temos a oportunidade de fazermos tantas coisas maravilhosas, realizar tantos sonhos e vivermos plenamente.

Contudo, sempre nos apegamos ao pior, sempre damos ênfase ao pessimismo e melancolia, como subterfúgio para a infelicidade...
Como se não fôssemos dignos de tal...sempre a procuramos onde ela não está, inconscientemente para não encontra-lá.

Como o bebê, que nasce sabendo nadar e desaprende quando cresce, nós nascemos com o germe da felicidade e o perdemos pelo caminho.
Buscamos ele em todos os lugares errados e com sorte o reencontramos mais tarde na simplicidade das coisas verdadeiras.

...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fantástico mesmo é o caminho que se percorre e não o final que tanto se espera. Na verdade, acho que o final é meio monótono...

domingo, 11 de julho de 2010

Acho...

Que não sei dizer quem sou,
Na verdade não quero perder tempo com isso
As pessoas preocupam-se muito em Ser, Ser, Ser
Eu quero apenas sentir

Sentir é minha meta
E minha meta é sentir sempre
Não antevejo o ponto de chegada
Nem me atrevo presumi-lo
Quero mesmo é percorrer o caminho...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fica tranqüilo que tudo vai dar certo hoje!!!


Todos os dias da minha vida agradeço à Deus por alguma coisa:
Essa é a filosofia de vida que adotei, retirar o bem até do mal. Não sou imatura ao ponto de pensar que viverei sempre bem e feliz, a vida não é isso...A vida é crescimento e mutação e devemos passar por fases, estações como verão e outono. A vida nos permite desfrutar dos bons momentos e aguardar os maus, que não necessariamente são maus, depende muito da maneira que que tu encaras...Existe o bem e o mal sofrer, você escolhe. A unica coisa que é certa como a morte e que nem sempre será verão, nem sempre teremos calmaria...
Hoje vivo um momento de paz, de consciência tranqüila, confiante de que faço o melhor, de que sou honesta e de que respeito os outros e a mim mesma. Isso dá uma certa sensação de felicidade, por estar no caminho certo, sei disso, pois vejo os resultados dos meus atos, e sei que tô fazendo a lição de casa!
Quero apenas isso: aprender e me adaptar. Já descobri que a vida é fase e que com ela, nós também devemos mudar, adaptar, evoluir, transcender...
Não desejo riqueza, nem beleza, nem sucesso em excesso, mas na medida da minha necessidade. Acho que todo excesso é erro. Quero ser feliz sendo comum, sendo humilde para que quando chegar a tempestade, eu me contente com o que tenho, e possa continuar em paz!!!
Não tenho a pretensão de saber tudo, mas busco o que é certo...

Fica tranqüilo que tudo vai dar certo hoje!!!


domingo, 13 de junho de 2010

Amor e Paixão

Não sei se alguém já disse isso antes (já devem ter dito...) mas quero registrar como algo que me dei conta ao analisar estes dois sentimentos, do qual já vivi:

Paixão é quando você não pode viver sem a pessoa
Amor é quando você pode viver sem a pessoa, mas não quer...




sábado, 17 de abril de 2010

Ando pensando muito sobre a natureza, sobre a evolução do homem.
Acabei me dando conta que eu sou peça fundamental na evolução humana, pois tudo que eu fizer pela melhoria do mundo, será sentido por todos na terra.
Sim, cada ação boa, em qualquer sentido, faz uma importância ímpar no equilíbrio do mundo.
E o contrario infelizmente também vigora...não pense nem por um segundo que você está imune ao sofrimento alheio, nem do próximo, nem do distante; todas as vibrações emanadas do ser, são de uma forma ou de outra absorvidas por todos os individuos, conscientemente ou não...
Por isso, quero mudar minha postura referente ao mundo. Quero deixar de ser um simples organismo parasita no mundo, usufruindo de todos os bens cedidos à nós pela natureza, sem consciência nenhuma, sem preocupação com nada, apenas retirando aquilo que preciso e dando em troca meus restos...
Já me pergunto se me é lícito pisar numa formiga? que direito eu tenho de interromper aquela vida?
Que direitos nós temos sobre o mundo? de que deveres nós nos esquecemos?
Até onde vamos levar essa vida de vampiros???
Ah! Deixe aquilo que não é seu onde está, como está, para que outros possam aproveitar assim como tu.
Ah! que custa começar agora? economizar água, energia, sabão de louça, reciclar lixo.
Daremos nós o exemplo!


sábado, 10 de abril de 2010

Sou Gabi

Sou igual à todo mundo, tenho sonhos, metas, medos, inseguranças e objetivos...
Mas com algumas diferenças, pois creio num mundo melhor, na fé e nas pessoas.
Possuo qualidades à quais me orgulho, me considero batalhadora, persistente, amiga e forte!
Mas também possuo defeitos que me envergonham, sou ansiosa, preocupada, indecisa, auto-critica demais!
Tenho várias personalidades e todas elas me definem um pouco, sou mãe de família, preocupada e super-protetora; sou empresária prática e racional; sou cantora disciplinada e perfeccionista; sou estudante idealista e sonhadora, entre muitas outras...
Não tente me rotular, pois fujo de qualquer conceito formado previamente por pessoas que me conhecem pouco e julgam-se sabedoras da verdade.
Como amiga dedicada, dou aos meus amigos o melhor de mim e tenho por eles amor leal e verdadeiro.
Sou fruto da minha família (maravilhosa) e consequência dos meus desejos e ideais (e atitudes, claro).
Tenho em mim todas as teorias possíveis, sobre tudo que pode o homem questionar, sobre a vida, a morte, etc...Pois sou uma pensadora, admiradora das belezas da vida e dos sentimentos nobres, talvez pseudo-filosofa, por isso mesmo não poderei talvez afirmar se (essas teorias) são todas reais.